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4 de fevereiro de 2011

Polinarda e Miraguarda

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Conta-se que algures no séc. XVI, duas damas de nobre linhagem, uma, Miraguarda, e a outra, Polinarda, tendo um dia ido visitar o castelo, ao tempo habitado pelo gigante Almourol, foram por este feitas suas prisioneiras. Bem tratadas, mas impedidas de saírem da custódia do gigante.

O noivo de Polinarda era Palmeirim, um heróico combatente que andava pelo mundo em busca de glórias que dedicava à amada. Ao saber do sequestro da noiva, Palmeirim de pronto decidiu regressar para resgatar Polinarda daquele cativeiro. Deparou-se, porém, com um árduo opositor, pois o Cavaleiro Triste, apaixonado por Miraguarda, defendia o castelo e guardava as damas cativas.

Palmeirim, desafiado para um duelo entre cavaleiros, não recuou. Bateram-se ao longo de horas e horas, sempre com as apaixonadas no pensamento. Exaustos, sem que se apurasse um vencedor, os cavaleiros decidiram suspender o combate para sarar feridas e recompor as forças e as armas.

9 de março de 2010

A Lenda de Almorolon

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Castelo de Almourol
Em tempos que já lá vão, ainda antes do reinado de D. Afonso Henriques e muito antes da chegada dos seus cavaleiros ao Rio Tejo, conta-se que no Castelo de Almourol vivia um nobre mouro, de seu nome Almorolon. Ora este Emir das arábias terá tido um honroso gesto ainda hoje lembrado, e desse modo cedeu o seu nome ao Castelo. Reza assim a história: 

Era uma vez um Emir que vivia num castelo com a sua filha, uma linda donzela que embelezava qualquer lugar por onde passasse. Ela era tão bela, que iluminava as flores dos bosques que circundavam o castelo, dando-lhe um colorido especial.

29 de janeiro de 2010

A Fúria sem Perdão do Cavaleiro D. Ramiro

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Conta-se que em tempos que já lá vão, um cruel e impiedoso cavaleiro de nome Ramiro, ao regressar a casa, depois de mais uma vitoriosa batalha contra os mouros, terá encontrado no seu caminho duas mulheres mouras. As mulheres, mãe e filha, caminhavam no sentido contrário ao seu e a mais nova transportava na cabeça um cântaro cheio de água. D. Ramiro, numa soberba sem igual, exigiu às mulheres com modos indignos de um nobre cavaleiro, que lhe dessem água imediatamente. A rapariga assustada perante tanta rudeza, desequilibrou-se e deixou cair a bilha, que se partiu. Cego de raiva, por considerar que a jovem moura tinha quebrado a bilha de propósito, o irado Ramiro lançou-se sobre as duas mulheres e, cego de fúria, acabou ali mesmo com a vida das duas. A mais jovem, no último sopro de vida, amaldiçoou o guerreiro e toda a sua descendência. No momento em que se consumava a morte brutal das duas mulheres surgiu, já sem oportunidade para lhes valer, um jovem mouro: era filho de uma e irmão da outra. O malvado Ramiro pegou no jovem, e sem dó nem piedade fez dele seu prisioneiro.

26 de janeiro de 2010

A Porta da Traição

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Óbidos e a Porta da Traição

    Correndo o ano de 1148, conquistadas Lisboa e Santarém, D. Afonso Henriques tinha montado o cerco a Óbidos desde os primeiros dias de Novembro. Na noite de 10 de Janeiro, na sua tenda, o rei conversava com um dos seus melhores cabos de guerra, Gonçalo Mendes da Maia. Comentavam que aquela demora dos mouros se renderem assentava no bem abastecidos que estavam, pelo que só um ataque de rompante poderia acabar com aquele compasso de espera. E quando cada qual recolheu à sua cama, ficara assente esse ataque em grande para a madrugada do dia seguinte.
    O acampamento português estava vigiado por umas quantas sentinelas, mas a verdade é que um vulto conseguiu esgueirar-se entre elas e penetrar na tenda de Gonçalo Mendes da Maia, acordando-o. O guerreiro ficou abismado como tudo aquilo aconteceu e mais ainda ao verificar que se tratava de uma rapariga de rara beleza, que dizia ter saído do próprio castelo e estar ali para que ele a levasse ao rei, a quem queria comunicar uma mensagem urgente. Lá de quem era, não sabia, pois lhe fora transmitida em sonho por um jovem cavaleiro de alvas barbas. Admirado com tudo aquilo, Mendes da Maia entendeu levar a intrusa ao rei, que ele próprio acordou.

25 de janeiro de 2010

A Safra da Moura

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A Vila de Nisa e a Safra da Moura
   A Safra da Moura fica entre Tolosa e a Ribeira do Sor, junto à Estrada Nacional na 118, no concelho de Nisa. E chama-se assim a um conjunto de enormes penedos graníticos, entre os quais existe uma gruta onde, ainda hoje, há vestígios de ali se terem acendido fogueiras. Os séculos desbobinaram-se desde aqueles tempos, mas uma capa fuliginosa no interior ainda não se dissipou.

4 de abril de 2009

A Lenda da Boca do Inferno

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Há muito, muito tempo existia um enorme castelo habitado por um homem de aspecto feroz e satânico que, nas horas da sua actividade, cultivava a arte da feitiçaria.

28 de março de 2009

Mouras Encantadas (Parte 2)

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Nas lendas, as mouras encantadas surgem sob diversos tipos. Os mais comuns são:

Mouras Encantadas (Parte 1)

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As mouras encantadas, também chamadas moiras, são seres encantados com poderes sobrenaturais, são espíritos fantásticos do folclore popular português. Estes seres são obrigados, por uma dada força oculta e sobrenatural, a viverem semi-adormecidos até que determinado acontecimento lhes quebre o encanto.
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